Mãos e punhos doridos: onde entram o PRP e a SVF
As mãos e os punhos trabalham o dia inteiro, e por isso a dor nestas articulações pesa de forma desproporcionada: abrir um frasco, escrever, segurar a chávena ou usar o telemóvel tornam-se tarefas difíceis. Quando os tratamentos habituais deixam de chegar, surgem perguntas sobre injeções com o próprio sangue ou a própria gordura. Este guia explica onde o PRP e a SVF podem ter lugar e quando não têm.
Porque as mãos e os punhos doem: as causas mais frequentes
A dor nas mãos e nos punhos tem várias origens possíveis, e distingui-las é o primeiro passo.
- Artrose: desgaste da cartilagem, frequente na base do polegar e nas articulações dos dedos, com rigidez de manhã que alivia ao fim de pouco tempo e dor ao fazer força em pinça.
- Artrite: inflamação da articulação, muitas vezes de origem reumática, com inchaço, calor e rigidez matinal prolongada, por vezes em várias articulações ao mesmo tempo.
- Sequelas de lesões: fraturas antigas do punho, entorses ou quedas sobre a mão estendida, que alteram a mecânica da articulação anos depois.
- Problemas dos tendões e dos nervos: tendinites ou compressões nervosas, que podem imitar dor articular mas pedem outra abordagem.
Esta distinção não é académica. É na artrose e nas sequelas de lesões que o tratamento regenerativo pode ser discutido. A artrite inflamatória de origem sistémica precisa, antes de mais, de um reumatologista. E um problema de tendão ou de nervo pode nem ter a ver com a articulação.
Antes de escolher qualquer técnica, é o diagnóstico que tem de estar claro.
Diagnóstico primeiro: que exames fazem sentido
Para avaliar uma articulação da mão ou do punho, o médico combina a história clínica, o exame físico e a imagem.
A radiografia mostra o espaço articular, a forma dos ossos e a presença de osteófitos, os pequenos bicos ósseos típicos da artrose. A ecografia permite ver derrame, inflamação da membrana sinovial e o estado dos tendões, e é especialmente útil em articulações pequenas e superficiais. A ressonância magnética é pedida quando é preciso ver cartilagem, ligamentos ou lesões ósseas com mais pormenor, como depois de uma lesão do punho.
Se houver suspeita de doença reumática, entram as análises ao sangue e a avaliação por um reumatologista.
Na City Medical Centre, em Moscovo, a leitura dos exames antes da consulta não tem custo: basta remeter à distância as radiografias, a ressonância ou a ecografia, e um coordenador entra em contacto para marcar a consulta. Para quem vive em Portugal, isto permite saber se o caso é adequado antes de pensar em viajar.
Ao enviar exames, inclua o relatório completo e as imagens, a data em que foram feitos e uma descrição breve: que articulação dói, há quanto tempo, que tratamentos já fez e o que agrava ou alivia a dor.
PRP e SVF em articulações pequenas
Ambas as técnicas partem de material do próprio doente. Para o PRP basta uma colheita de sangue: o plasma concentrado em plaquetas transporta fatores de crescimento que, colocados dentro da articulação, ajudam a reduzir a inflamação e favorecem o processo natural de reparação. Na artrose ligeira, costuma bastar por si só, numa série de sessões, embora também possa ser associado à SVF.
A SVF, sigla de fração vascular estromal, reúne células que participam na regeneração e é obtida a partir de gordura. Retiram-se uns 30 ml, com anestesia local, através de uma punção na barriga ou no interior da coxa, que dispensa sutura. A amostra passa pela centrífuga e junta-se depois ao plasma. Reserva-se para alterações mais avançadas, quando se pretende um benefício que dure mais tempo, e na artrose aplica-se sobretudo nos estádios precoces e intermédios.
Nas mãos e nos punhos, a precisão é tudo: as articulações são pequenas e rodeadas de tendões, nervos e vasos. É por isso que todas as injeções são guiadas por ecografia, com o médico a acompanhar no ecrã o percurso exato da agulha. A página sobre tratamento regenerativo de articulações com PRP e SVF inclui as articulações da mão e do punho na lista, ao lado do joelho, da anca, do ombro, do cotovelo e do tornozelo.
O dia do procedimento e as semanas seguintes
Tudo se resolve no mesmo dia: o doente não fica internado nem sai de muletas. Quando se usa apenas PRP, a colheita é uma simples recolha de sangue. Quando entra a SVF, há também a pequena colheita de gordura com anestesia local, seguida do processamento e da injeção guiada por ecografia.
Nos dias seguintes, a articulação tratada pode ficar mais sensível ou ligeiramente inchada durante alguns dias. O médico indica que atividades evitar e quando retomar o uso normal da mão. Para quem trabalha ao computador ou com ferramentas, convém perguntar especificamente sobre o regresso ao trabalho e sobre eventuais pausas.
Há consultas de controlo marcadas para um mês, três meses e meio ano depois. O padrão habitual é a dor diminuir durante as primeiras semanas, os movimentos ganharem amplitude até perto do terceiro mês e o benefício total consolidar-se por volta do sexto. Trata-se de uma evolução típica, não de uma garantia, e cada organismo responde ao seu ritmo.
Durante este período, o tratamento tende a funcionar melhor quando acompanhado de medidas simples: exercícios de mobilidade e força orientados por um fisioterapeuta, proteção da articulação em tarefas repetitivas e, quando indicado, uma ortótese para o polegar ou para o punho.
Quem não é candidato e o que esperar
O tratamento regenerativo não é para todos. Ficam excluídos, por exemplo, quem tem cancro, quem está grávida ou a amamentar, quem sofre de problemas de coagulação ou tem uma infeção aguda, sobretudo se estiver na própria articulação ou à sua volta. Também não se avança durante uma descompensação de doença crónica séria, nem com doença grave cardíaca, renal ou hepática. Já um estado febril, uma gripe, uma constipação ou pele irritada por cima da mão ou do punho apenas fazem adiar a data.
Em quem tem artrite de causa sistémica, estas injeções nunca dispensam o reumatologista, e ficam de lado enquanto houver infeção na articulação ou um surto inflamatório forte. Primeiro controla-se a doença; só depois se discute o papel das injeções.
O fator que mais pesa é o grau de desgaste. Quanto mais cedo, maior a margem de benefício; numa articulação já muito deformada, a resposta honesta pode ser outra, e o médico deve dizer abertamente quando a substituição por prótese faz mais sentido.
O site não apresenta valores: o orçamento surge depois da avaliação. Tanto a primeira consulta como a leitura dos exames são gratuitas, e a conversa pode decorrer online. Visto, alojamento, transferes ou idioma do atendimento não constam do site e devem ser confirmados com o coordenador.