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Lipoaspiração: calendário de recuperação semana a semana

A lipoaspiração faz-se num dia, mas o contorno final demora meses a aparecer. Pelo meio há uma cinta de compressão, um inchaço que vai e vem e muitas dúvidas sobre o que é normal. Este calendário semana a semana, baseado nos prazos que a City Medical Centre publica, ajuda a planear o trabalho, as férias e o regresso ao treino sem pressas nem sustos.

O dia da cirurgia e a primeira noite

Tudo começa antes da cirurgia: medicamentos que tornam o sangue mais fluido, álcool e tabaco são suspensos 7 a 10 dias antes, e a última refeição acontece cerca de 8 horas antes da intervenção.

O tipo de anestesia determina o resto do dia. Com anestesia local, em áreas pequenas, o doente vai para casa 3 a 4 horas depois. Com anestesia geral, usada em intervenções mais extensas ou combinadas, passa um dia no hospital. A cirurgia dura desde uma hora, em zonas pequenas, até três ou quatro horas quando se tratam várias áreas.

As punções medem 3 a 7 mm e, em regra, dispensam pontos. Nas primeiras horas é normal que libertem algum líquido rosado, resto da solução usada na técnica tumescente; por isso, convém ter pensos e resguardos na cama.

A cinta de compressão é colocada logo no fim da cirurgia. Na primeira noite pode parecer apertada e desconfortável, mas tem uma função clara: limitar o inchaço, ajudar a pele a assentar sobre o novo contorno e reduzir as nódoas negras. Ter alguém por perto nas primeiras 24 horas, sobretudo depois de anestesia geral, é uma precaução sensata.

Primeira semana: repouso relativo e cinta sempre

Os primeiros sete dias são a fase de maior inchaço e de maior cuidado. Repouso relativo não significa ficar deitado o dia todo: andar dentro de casa e dar pequenos passeios é recomendável para a circulação. O que fica de fora nesta semana é o esforço físico e levantar pesos.

A cinta usa-se de dia e de noite, retirando-a apenas para o duche, quando o cirurgião o autoriza. Ter duas peças facilita a lavagem. Se a cinta enrugar ou criar vincos marcados, convém ajustá-la, porque a pressão desigual pode deixar marcas temporárias.

Nesta altura, a zona tratada pode parecer maior do que antes da cirurgia, endurecida e com nódoas negras extensas. Tudo isto é esperado. Também é comum alguma dormência ou sensação de picadas na pele, que vai melhorando ao longo das semanas.

Sinais que justificam contactar o cirurgião: febre, dor que aumenta em vez de diminuir, vermelhidão quente à volta de uma punção, inchaço muito diferente entre os dois lados ou dor numa perna. A clínica indica que o cirurgião se mantém em contacto durante a recuperação, por isso estas dúvidas devem ser colocadas cedo, sem esperar pela consulta seguinte.

Segunda e terceira semanas: trabalho e primeiras mudanças

Entre o sétimo e o décimo dia, a maioria das pessoas retoma o trabalho e a rotina habitual, sobretudo em funções de escritório. Quem tem um trabalho fisicamente exigente deve conversar com o cirurgião sobre o momento certo, porque o esforço intenso continua desaconselhado.

Por volta da segunda semana começam a notar-se as primeiras mudanças no contorno. Não é ainda o resultado: o tecido continua inchado e a pele está a adaptar-se. É frequente o inchaço oscilar ao longo do dia, maior ao fim da tarde e depois de muito tempo de pé ou sentado.

A cinta continua a ser usada. Nesta fase, muitas pessoas sentem-se tentadas a tirá-la mais cedo porque já se sentem bem, mas é precisamente agora que ela ajuda a definir a forma.

Sauna, piscina e desporto ativo continuam fora de questão, e o álcool e os solários devem esperar pelo menos um mês. Caminhadas regulares, boa hidratação e uma alimentação equilibrada ajudam o corpo a reabsorver o edema. Para planear férias ou eventos, lembre-se de que as nódoas negras podem ainda ser visíveis nesta altura, sobretudo nas coxas.

Quarta a sexta semana: o inchaço baixa e a cinta sai

Entre a quarta e a quinta semana, o inchaço e as nódoas negras desaparecem na maior parte. É a fase em que o novo contorno começa a ser reconhecível ao espelho e em que a roupa assenta de forma diferente.

A compressão dura, no total, entre 4 e 6 semanas, o que corresponde a 30 a 45 dias. O momento exato de a retirar é indicado pelo cirurgião, em função da zona tratada e da evolução. Algumas pessoas passam primeiro a usá-la só de dia; outras deixam-na de uma vez, conforme a indicação recebida.

É também ao fim de 4 a 6 semanas que, com autorização, se pode voltar à piscina, à sauna e ao desporto ativo. Convém começar com treinos moderados e aumentar a carga de forma gradual, observando a reação da zona tratada.

A City Medical Centre reúne as zonas, técnicas e prazos da lipoaspiração explicados pela clínica numa página em português, incluindo a diferença entre a técnica tumescente e o VASER. Para quem foi operado em Moscovo e regressa a Portugal, é útil combinar com antecedência como enviar fotografias nesta fase, para que o cirurgião acompanhe à distância a retirada da cinta.

Do segundo ao sexto mês: o contorno definitivo

Ao fim de um mês e meio a dois meses chega-se a um resultado intermédio, já bastante próximo do esperado, mas ainda não final. Pequenos endurecimentos sob a pele, zonas com sensibilidade alterada ou ligeiras irregularidades tendem a suavizar-se durante este período.

O contorno definitivo aparece entre o terceiro e o sexto mês. Só nessa altura faz sentido avaliar o resultado com rigor e comparar fotografias de antes e depois com a mesma luz e a mesma postura.

Manter o resultado depende sobretudo do peso. As células de gordura removidas não voltam, mas as que ficam podem aumentar se houver ganho de peso. A lipoaspiração também não trata diretamente a celulite, um ponto a ter presente ao avaliar a pele das coxas ou dos glúteos.

Quando este guia foi preparado (outubro de 2026), a clínica listava preços desde 1200 USD por face da coxa, 1400 USD para flancos e cintura e 1700 USD para o abdómen; o valor final é definido após o exame, fixado no contrato e pode ser pago em prestações sem juros. A primeira consulta é gratuita. Visto, alojamento ou transferes não constam do site e devem ser tratados com o coordenador, de preferência antes de marcar a data.