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Abdominoplastia e lipoaspiração dos flancos na mesma cirurgia

Muitas pessoas que pensam numa abdominoplastia têm duas queixas ao mesmo tempo: pele solta à frente da barriga e gordura acumulada nos lados da cintura. A cirurgia do abdómen trata bem a primeira, mas nem sempre a segunda. Por isso é frequente juntar uma lipoaspiração dos flancos. Este texto explica quando essa combinação faz sentido, o que muda na cirurgia e como se organiza a recuperação.

Pele, músculo e gordura: três problemas diferentes

Para perceber se vale a pena combinar, convém separar o que se vê ao espelho em três componentes.

A abdominoplastia remove a pele e a gordura em excesso da parte da frente do abdómen e, quando há diástase, aproxima os músculos na mesma cirurgia. A lipoaspiração retira gordura através de pequenas punções, mas não remove pele nem repara músculos.

Nenhuma das duas serve para emagrecer. A abdominoplastia faz-se com o peso estável, e a lipoaspiração destina-se a gordura localizada, não a excesso de peso generalizado.

Quando o problema é só um, basta uma cirurgia. Quando há pele solta à frente e gordura nos lados, tratar apenas uma das componentes pode deixar um resultado desequilibrado: uma barriga plana com uma cintura que continua larga, ou uma cintura mais fina com pele a sobrar.

Porque os flancos entram tantas vezes na conversa

Os flancos, a zona lateral da cintura acima das ancas, ficam em grande parte fora da área que a abdominoplastia trata diretamente. A cirurgia trabalha sobretudo a parede da frente, entre as costelas e a região púbica. Se houver gordura acumulada nos lados, ela permanece depois da operação.

O efeito é fácil de imaginar. Com a frente plana e os lados cheios, a silhueta pode parecer mais quadrada, e a transição entre a barriga e as costas fica marcada. Ao tratar também os flancos, a cintura ganha uma curva mais suave e o contorno do tronco fica mais harmonioso.

Não é por acaso que, ao descrever a lipoaspiração, a City Medical Centre refere o abdómen e os flancos como zonas muitas vezes combinadas com a abdominoplastia. Na mesma lista aparecem as costas e a zona lombar, que podem entrar no plano quando a gordura se estende para trás.

Ainda assim, a combinação não é automática. A quantidade de gordura nos flancos, a qualidade da pele, a extensão da abdominoplastia e o estado geral de saúde determinam se faz sentido. Em algumas pessoas, os flancos são finos e não justificam intervenção; noutras, são precisamente a parte que mais incomoda.

O que muda na cirurgia quando se juntam as duas

A combinação acontece numa única anestesia. A abdominoplastia clássica faz-se através de uma incisão horizontal acima da região púbica, escondida pela roupa interior ou pelo fato de banho; o umbigo é reposicionado e são colocados drenos. Sozinha, dura entre duas e quatro horas sob anestesia geral. A lipoaspiração dos flancos acrescenta tempo, através de punções pequenas que normalmente não precisam de pontos.

Existe também a mini abdominoplastia, que trata só a parte de baixo do abdómen, com incisão mais curta e sem mudar o umbigo de sítio. Pode igualmente ser associada a lipoaspiração, quando a pele em excesso se concentra abaixo do umbigo.

O cirurgião ajusta a quantidade de gordura retirada nos flancos ao que a pele e a circulação da zona permitem, o que pode significar ser mais conservador do que numa lipoaspiração isolada. Por isso, a conversa sobre expectativas deve ser concreta.

A decisão de combinar cirurgias é tomada depois da consulta, nunca antes. A explicação da abdominoplastia e da reparação da diástase publicada pela clínica descreve as duas técnicas, os exames e a recuperação. A preparação inclui rastreio hormonal, análises de sangue e urina, coagulação, bioquímica, rastreio de infeções, ECG, raio-X do tórax e ecografia das veias das pernas.

Recuperação combinada: drenos, cinta e paciência

Na prática, a recuperação segue sobretudo o calendário da abdominoplastia, que é a cirurgia mais exigente das duas. O internamento dura entre um e três dias. Os drenos saem habitualmente ao fim de dois dias e os pontos ao fim de sete.

A compressão tem aqui um papel duplo: apoia a parede abdominal reparada e ajuda os flancos a assentar sobre o novo contorno. Usa-se de dia e de noite durante três a quatro semanas e depois cerca de mais um mês apenas de dia, num total de um mês e meio a dois meses. Nas zonas lipoaspiradas, as nódoas negras e o inchaço podem durar algumas semanas.

Nas primeiras duas a três semanas evitam-se esforços e levantar pesos. Sauna, piscina, solário, álcool e tabaco ficam de fora durante pelo menos um mês, e o desporto regressa de forma gradual, com autorização do cirurgião. O trabalho de escritório costuma ser retomado ao fim de duas a três semanas.

A maior parte do inchaço desaparece em cerca de 30 dias, o resultado intermédio surge entre um mês e meio e dois meses, e o resultado final e a cicatriz avaliam-se entre seis e doze meses. A cicatriz da abdominoplastia é inevitável; com o tempo, fica mais fina e mais clara.

Quem não deve combinar e o que perguntar

Combinar nem sempre é a melhor escolha. Uma cirurgia mais longa significa mais tempo de anestesia e uma recuperação mais exigente, e há situações em que o cirurgião prefere separar os tempos ou limitar a extensão.

As contraindicações gerais incluem doença crónica ou psiquiátrica grave, gravidez e amamentação e doença séria do coração, dos rins ou do fígado. Infeções agudas, inflamação da pele na zona, menstruação ou toma de anticoagulantes podem obrigar a adiar. A cirurgia faz-se a partir dos 18 anos, sem limite superior fixo, decidido após o exame. Para quem ainda pensa engravidar, a recomendação é esperar até a família estar completa.

Perguntas úteis para a consulta:

O preço da abdominoplastia não está publicado: é indicado na consulta e fixado no contrato, e o mesmo vale para a combinação. A primeira consulta é gratuita. Viagem, alojamento e transferes não são descritos no site e devem ser confirmados com o coordenador.